Cotidiano
Inadimplência cresce na Paraíba e dívidas ultrapassam R$ 6 mil por consumidor em João Pessoa
Publicado em 13/10/2026 às 09:32 Por Lucas Rodrigues
Apesar do crescimento, os índices ficaram abaixo das médias registradas no Nordeste (4,58%) e no Brasil (6,97%). Na comparação com agosto deste ano, o aumento foi de 1% na Paraíba e 1,51% na capital.
O avanço foi maior quando considerado o número de dívidas não pagas. Em relação a setembro de 2025, a quantidade de débitos em atraso cresceu 7% na Paraíba e 6,14% em João Pessoa. No mesmo período, o Nordeste registrou alta de 10,40%, enquanto a média nacional chegou a 13,62%.
Os valores acumulados pelos consumidores também chamam atenção. Em setembro, cada inadimplente da Paraíba devia, em média, R$ 5.186,09. Em João Pessoa, o valor era de R$ 6.096,80. O levantamento aponta ainda uma média de 2,39 dívidas por consumidor negativado no estado e 2,68 na capital.
Outro indicador é o tempo de permanência das dívidas em atraso. Na Paraíba, a média chegou a 31,2 meses, enquanto em João Pessoa alcançou 32,4 meses. Os bancos concentram a maior parte dos débitos, representando 73,87% do total estadual e 72,75% na capital.
O levantamento também revela que 89,04% das negativações registradas na Paraíba em setembro envolveram consumidores que já haviam passado pelos cadastros de inadimplência nos 12 meses anteriores. Desse grupo, 71,71% ainda possuíam dívidas antigas, enquanto 17,33% haviam regularizado a situação, mas voltaram a ficar inadimplentes.
Entre os consumidores reincidentes, as mulheres representam 55,55% e os homens, 44,45%. A maior concentração está na faixa etária de 30 a 39 anos, que responde por 28,89% dos casos.
Ao mesmo tempo, a recuperação de crédito apresentou queda de 1,14% na Paraíba, na comparação anual. Entre os consumidores que conseguiram quitar suas pendências, o valor médio pago foi de R$ 2.647,21, sendo que 52,43% regularizaram dívidas de até R$ 500.
Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de João Pessoa (CDL-JP), Nivaldo Vilar, os resultados exigem atenção do comércio, especialmente pelo crescimento dos débitos e pela dificuldade dos consumidores em recuperar o crédito.
“Mesmo com o crescimento da inadimplência abaixo das médias nacional e regional, o aumento das dívidas e a dificuldade de recuperação do crédito são sinais que merecem atenção do comércio”, afirmou.
Os dados são do SPC Brasil e consideram informações das bases de crédito às quais a instituição tem acesso.
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