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Cotidiano

Energia solar residencial cresce 16,5% na Paraíba e João Pessoa lidera geração no estado

Publicado em 30/10/2026 às 10:00 Por Redação
Foto: Reprodução
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A energia solar residencial registrou crescimento de 16,5% na Paraíba entre janeiro e agosto de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a potência instalada em imóveis residenciais chegou a 55.178,62 quilowatts (kW), refletindo a expansão do uso de sistemas fotovoltaicos no estado.

Considerando todas as classes de consumo, incluindo residências, estabelecimentos comerciais, indústrias, propriedades rurais e serviços públicos, a potência solar instalada no período alcançou 85.427,23 kW. O resultado representa um aumento de 8,72% em relação aos oito primeiros meses de 2025.

O crescimento também aparece na quantidade de sistemas instalados. Até agosto, a Paraíba contabilizou quase 7,5 mil unidades de geração distribuída em imóveis residenciais, número 21,8% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior. Os dados indicam que mais consumidores estão aderindo à produção da própria energia elétrica.

João Pessoa lidera o levantamento entre os municípios paraibanos, com 14.278,41 kW de potência instalada em 2026. Campina Grande aparece na segunda posição, com 6.579,86 kW, seguida por São João do Rio do Peixe, com 6.023,47 kW, Patos, com 5.061,13 kW, e Sobrado, com 2.988,04 kW.

Para Artur da Silva Figueiredo, assessor de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste, a expansão está relacionada à redução dos custos dos equipamentos e à possibilidade de financiamento. Segundo ele, a tecnologia passou a ser considerada por muitas famílias como uma alternativa para diminuir despesas recorrentes com eletricidade.

A procura por crédito acompanha esse movimento. Na Paraíba, a carteira de financiamento do Sicredi destinada à aquisição de sistemas de energia solar alcançou R$ 38,1 milhões em agosto deste ano. Os recursos são direcionados a consumidores residenciais e empresas interessados em instalar equipamentos fotovoltaicos.

De acordo com Figueiredo, a decisão de investir em energia solar deve considerar não apenas o custo inicial, mas também a economia prevista ao longo dos anos. O especialista explica que, dependendo do projeto, o financiamento pode permitir que o consumidor distribua o investimento em parcelas enquanto reduz os gastos com energia elétrica.

Antes da instalação, é necessário avaliar o consumo do imóvel, o espaço disponível e a capacidade de geração necessária. O planejamento também deve levar em conta os custos de manutenção e as condições de financiamento, para que o investimento seja compatível com a realidade financeira de cada família ou empresa.

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