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Cotidiano

Diabetes causa quase cinco mortes por dia na Paraíba e óbitos crescem em 2026

Publicado em 26/09/2026 às 19:00 Por Lucas Rodrigues
Foto: Reprodução / Rizemberg Felipe
Foto: Reprodução / Rizemberg Felipe
A Paraíba registrou 1.198 mortes por diabetes mellitus entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB). O número representa uma média de quase cinco óbitos por dia no período.

Em comparação com os oito primeiros meses de 2025, quando foram contabilizadas 1.129 mortes, houve crescimento de 6,1%. Em 2024, no mesmo intervalo entre janeiro e agosto, o estado havia registrado 1.220 óbitos.

Os dados da SES-PB mostram que o diabetes tipo 2 concentra a maior parte dos registros identificados por tipo. Foram 607 mortes relacionadas ao tipo 2 e 136 associadas ao diabetes tipo 1 entre janeiro e agosto deste ano.

Um levantamento do Painel de Monitoramento da Mortalidade CID-10, do Ministério da Saúde, considerando o período de janeiro a maio, contabilizou 660 mortes por diabetes na Paraíba. Desse total, 351 vítimas eram mulheres e 309 eram homens.

Os números mostram maior concentração de óbitos entre idosos. Entre janeiro e maio, foram registradas 141 mortes na faixa de 60 a 69 anos, 183 entre pessoas de 70 a 79 anos e 212 entre aquelas com 80 anos ou mais. Também houve registros entre pessoas mais jovens.

No recorte regional do Ministério da Saúde, 355 dos 660 óbitos ocorreram na Macrorregião 1, que inclui João Pessoa. Outros 196 foram registrados na região formada pelo Agreste, Borborema e Cariri, enquanto Sertão e Alto Sertão somaram 109 mortes.

Diabetes pode evoluir sem sintomas

O endocrinologista Mário Coutinho explica que o diabetes tipo 2 pode evoluir durante anos sem apresentar sintomas evidentes. Nesse período, níveis elevados de glicose podem provocar danos progressivos ao organismo.

Quando não controlada, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, insuficiência renal, problemas de visão e infecções graves. Entre os sinais de alerta estão sede excessiva, vontade frequente de urinar, perda de peso sem explicação, cansaço, visão turva, dificuldade de cicatrização e formigamento nas mãos ou nos pés.

O especialista orienta a realização periódica de exames preventivos, principalmente entre pessoas com fatores de risco, já que a ausência de sintomas não significa necessariamente ausência da doença.

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