Cotidiano
Calor e chuvas favorecem proliferação de carrapatos e aumentam risco de doenças em cães; saiba prevenir
Publicado em 20/10/2026 às 11:30 Por Lucas Rodrigues
Conhecidas popularmente como doenças do carrapato, essas infecções são causadas por diferentes microrganismos transmitidos durante a alimentação do parasita. Segundo o médico-veterinário Vinícius José de Carvalho, a transmissão de alguns agentes infecciosos pode ocorrer poucas horas após a fixação do carrapato na pele do animal.
Os primeiros sinais incluem falta de apetite, fraqueza, febre, perda de peso e apatia. Em situações mais graves, os cães podem apresentar sangramento nasal, alterações nos olhos, dores nas articulações e até convulsões. Algumas infecções também podem permanecer sem manifestações aparentes por períodos prolongados, dificultando a identificação do problema.
O diagnóstico depende de avaliação veterinária e exames laboratoriais. O hemograma pode identificar alterações como anemia e redução das plaquetas, enquanto testes sorológicos e moleculares auxiliam na identificação dos agentes infecciosos. Entretanto, resultados negativos nem sempre descartam a doença, especialmente nas fases iniciais.
O tratamento varia conforme o microrganismo responsável e a condição clínica do animal. Em casos de erliquiose, por exemplo, pode envolver o uso de antibióticos durante várias semanas. Já outras infecções, como a babesiose, exigem medicamentos específicos. A escolha do tratamento deve ser feita por um médico-veterinário, já que o atraso no atendimento pode resultar em complicações nos rins, olhos e outros órgãos.
A prevenção exige cuidados que vão além da aplicação de medicamentos no animal. Isso porque grande parte do ciclo de vida dos carrapatos acontece no ambiente, especialmente em frestas, paredes, quintais e locais onde os cães costumam permanecer.
Por isso, especialistas recomendam manter o uso regular de antiparasitários adequados à espécie e ao peso do animal, além de realizar a limpeza dos espaços domésticos e verificar frequentemente a presença de carrapatos na pele e nos pelos. Em locais com infestação, o controle ambiental também pode ser necessário, sempre com produtos apropriados e orientação profissional.
A retirada rápida dos parasitas ajuda a reduzir o risco de transmissão, mas não elimina completamente a possibilidade de infecção. Caso o cão apresente sintomas suspeitos, a recomendação é procurar atendimento veterinário, evitando a automedicação e o agravamento do quadro.
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