Cotidiano
Brasileiros ainda têm R$ 5,8 bilhões esquecidos em bancos; saiba como consultar e sacar
Atualizada em 14/10/2026 às 09:58 Por Lucas Rodrigues
Do total disponível, R$ 4,31 bilhões pertencem a cerca de 23,94 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,48 bilhão são destinados a aproximadamente 2,36 milhões de empresas.
O montante representa um crescimento de 2,6% em relação a julho, quando o saldo disponível era de R$ 5,65 bilhões.
Segundo o Banco Central, a maior parte dos beneficiários possui pequenas quantias para receber. Cerca de 69,4% têm valores de até R$ 10, enquanto 18,95% podem resgatar entre R$ 10,01 e R$ 100.
Outros 9,39% possuem valores entre R$ 100,01 e R$ 1 mil. Apenas 2,21% dos beneficiários têm quantias superiores a R$ 1 mil disponíveis para retirada.
Os bancos concentram a maior parcela dos recursos, com R$ 2,46 bilhões. Em seguida aparecem as administradoras de consórcios, com R$ 1,97 bilhão, e as cooperativas de crédito, com R$ 805,6 milhões.
Também existem valores esquecidos em instituições de pagamento, financeiras, corretoras e distribuidoras.
Como consultar se você tem dinheiro esquecido?
A consulta é gratuita e deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Valores a Receber (SVR), disponível no endereço oficial do Banco Central: [https://valoresareceber.bcb.gov.br/](https://valoresareceber.bcb.gov.br/).
Para verificar a existência de recursos, basta informar o CPF e a data de nascimento. No caso das empresas, é necessário fornecer os dados solicitados pela plataforma.
Caso existam valores disponíveis, o interessado deverá acessar o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, quando exigido, e seguir as orientações para solicitar a devolução.
Quando o resgate por Pix estiver disponível, o dinheiro poderá ser transferido em até 12 dias úteis. Quem não possui chave Pix deverá entrar em contato com a instituição financeira responsável para combinar outra forma de recebimento.
O sistema também permite consultar valores pertencentes a pessoas falecidas. Nesses casos, o procedimento pode ser realizado por herdeiros, inventariantes, testamentários ou representantes legais, conforme as exigências estabelecidas.
De onde vem o dinheiro esquecido?
Os recursos podem ter diferentes origens, como saldos de contas correntes ou poupanças encerradas, cobranças indevidas de tarifas, valores de consórcios finalizados e recursos remanescentes em cooperativas de crédito.
Também podem existir quantias disponíveis em contas de pagamento encerradas e em corretoras ou distribuidoras de investimentos.
Atenção aos golpes
O Banco Central alerta que não cobra taxas para consultar ou devolver os valores. Também não envia links por mensagens nem solicita senhas ou códigos de acesso para liberar o dinheiro.
A orientação é desconfiar de mensagens recebidas por aplicativos, SMS ou e-mail que prometam liberar recursos mediante pagamento antecipado.
Parte dos recursos esquecidos em instituições financeiras também foi destinada, em maio, ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), para apoiar o programa de renegociação de dívidas Desenrola 2.0.
A transferência, de aproximadamente R$ 5,7 bilhões, passou a ser analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que investiga questões relacionadas ao uso desses recursos fora do Orçamento da União.
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