A vereadora Jailma Carvalho, integrante da CPI, indagou os gestores sobre as evidências de “monopólio disfarçado” e os efeitos disso para os consumidores pessoenses. Segundo ela, a falta de alternativas implica que a população acaba pagando mais caro sem ter escolhas.
Os dirigentes admitiram que o cenário atual é marcado por uma elevada concentração de mercado, com duas ou três redes dominantes. Eles reconheceram que essa configuração pode reduzir competição e influenciar diretamente os preços praticados.
A CPI foi instaurada após denúncias de aumentos injustificados nos valores dos combustíveis em João Pessoa. Entre os pontos investigados estão indícios de acordos de preços, ausência de repasse de quedas anunciadas pelo governo federal e aplicação imediata de aumentos da Petrobras nos postos.
Além disso, o Procon-JP já autuou 29 postos por prática abusiva, abrindo caminho para que a comissão apure se há responsabilização legal para essas condutas.

