Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira verde foi possível devido à melhora nas condições de geração de energia registrada na segunda quinzena de janeiro. As chuvas mais intensas contribuíram para a recuperação dos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte do país, reduzindo a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado.
“De forma geral, as condições hidrológicas foram mais favoráveis nas últimas semanas, o que permitiu a recomposição dos reservatórios e evitou o despacho de termelétricas mais caras”, informou a agência reguladora em nota oficial.
A Aneel também destacou que a definição da bandeira tarifária para o mês de março será divulgada no próximo dia 27 de fevereiro, conforme o calendário oficial do órgão.
Entenda o sistema de bandeiras tarifárias
As condições de geração são avaliadas mensalmente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que analisa fatores como volume de chuvas, nível dos reservatórios e necessidade de uso de termelétricas. A partir dessa análise, é definida a bandeira a ser aplicada.
Na bandeira verde, não há cobrança extra na conta de luz. Já nas bandeiras amarela e vermelha, ocorre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, conforme o custo da geração naquele período.
Atualmente, os valores adicionais previstos são:
- Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh
- Bandeira vermelha – patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh
- Bandeira vermelha – patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh
