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“Se tiver algo, vai pagar o preço”, diz Lula sobre citação do filho na CPMI do INSS

Atualizada em 05/02/2026 às 22:05 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
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As investigações da CPMI do INSS avançam sobre um esquema de descontos irregulares e cobranças não autorizadas em benefícios previdenciários, envolvendo suspeitas de falhas de fiscalização e possíveis irregularidades contratuais. A comissão segue colhendo depoimentos, analisando documentos e abrindo novas frentes de apuração para medir o alcance das fraudes e identificar responsabilidades.

Nesse contexto, voltou ao debate político o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que já havia sido citado em reportagens relacionadas ao caso. Embora não seja investigado formalmente, o filho do presidente entrou no radar de parlamentares da oposição, que defendem sua oitiva na comissão.

Em dezembro, a tentativa de convocação foi rejeitada pela CPMI, por 19 votos a 12. Na ocasião, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que Lulinha teria atuado como uma espécie de intermediário em favor de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Mesmo assim, o colegiado optou por não aprovar o requerimento naquele momento.

Agora, o tema pode voltar à pauta. O senador Carlos Viana declarou que pretende apresentar novamente pedidos de convocação, que também incluem outros nomes ligados ao Partido dos Trabalhadores e ao setor de publicidade. Segundo ele, os requerimentos serão colocados em votação assim que houver oportunidade, cabendo a cada parlamentar decidir conforme sua posição.

Foi nesse cenário que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou publicamente o assunto. Em entrevista ao portal UOL, nesta quinta-feira (5), Lula afirmou que chamou o filho ao Palácio do Planalto para uma conversa após a repercussão da citação na CPMI.

De acordo com o presidente, a orientação foi direta: se houver qualquer irregularidade, o filho deverá responder por isso; caso contrário, deve se defender. “Quando saiu o nome do meu filho, chamei ele e disse: só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço. Se não tiver, se defenda”, afirmou.

Na mesma entrevista, Lula fez um paralelo com a própria trajetória e lembrou que, em momentos anteriores, optou por permanecer no Brasil para enfrentar acusações e apresentar sua defesa, reforçando que considera esse o caminho adequado diante de questionamentos públicos.

Enquanto isso, a CPMI do INSS segue com as apurações para esclarecer como os descontos foram aplicados sem autorização dos beneficiários e quais mecanismos permitiram as irregularidades, com novas diligências e oitivas previstas para as próximas fases da investigação.

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