João Pessoa ・ Terça-feira ・ 14 de julho de 2026 ・ 26º C

Dólar R$ 5,10 ・ Euro R$ 5,83

Banner

Brasil

Senado aprova aposentadoria especial para agentes de saúde; veja novas regras e impacto da medida

Publicado em 14/07/2026 às 21:21 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram


O Senado Federal aprovou, em dois turnos, nesta terça-feira (14), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece regras diferenciadas de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. A matéria recebeu 73 votos favoráveis e um contrário no plenário.

Por se tratar de uma emenda constitucional, a proposta não depende de sanção presidencial. Após a conclusão dos procedimentos legislativos, o texto será promulgado pelo Congresso Nacional.

A medida beneficia profissionais que atuam diretamente na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS) e no controle e prevenção de doenças. A proposta também inclui os agentes indígenas de saúde e de saneamento.

Novas regras de aposentadoria


De acordo com o texto aprovado, os profissionais poderão ter acesso à aposentadoria especial mediante o cumprimento de critérios específicos.

As regras previstas são:

  • Mulheres: aposentadoria aos 57 anos;

  • Homens: aposentadoria aos 60 anos;

  • 25 anos de contribuição;

  • 25 anos de efetivo exercício na atividade.

A PEC também estabelece regras de transição para os profissionais que já estão na carreira, permite a regularização de vínculos funcionais e prevê mecanismos de assistência financeira da União para auxiliar na implementação das mudanças.

Impacto financeiro


A proposta é considerada de alto impacto fiscal pelo governo federal. Uma estimativa da Previdência Social aponta que a medida poderá representar um custo aproximado de R$ 27 bilhões em dez anos.

Desse total, a projeção indica cerca de R$ 17,6 bilhões relacionados ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e R$ 10,3 bilhões ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS).


Na bancada paraibana no Senado, votaram a favor da proposta os senadores Efraim Filho (PL) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB). A senadora Daniella Ribeiro (PP) não participou da sessão.

A aprovação da PEC foi criticada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que realizou mobilização em Brasília contra a proposta.


A entidade afirma que a mudança poderá aumentar despesas dos municípios, principalmente daqueles que possuem Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Segundo a CNM, o impacto estimado para esses municípios pode chegar a R$ 69,9 bilhões.

A confederação argumenta que a criação de novas obrigações previdenciárias e funcionais, sem uma fonte permanente de financiamento, pode comprometer a capacidade de investimento das prefeituras.

A entidade também destacou que, em 2025, os municípios aplicaram cerca de R$ 63 bilhões acima do mínimo constitucional em saúde e defende que a União participe do custeio das novas despesas geradas pela medida.


Relacionadas