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Ricardo Coutinho presta depoimento após confusão no Distrito Federal e nega acusações

Publicado em 03/11/2026 às 12:15 Por Redação
Foto: Divulgação / Assessoria
Foto: Divulgação / Assessoria
O ex-governador da Paraíba e deputado federal eleito Ricardo Coutinho (PT) prestou esclarecimentos à Polícia Civil do Distrito Federal após se envolver em uma confusão na noite desta segunda-feira (2), nas proximidades da Vila Olímpica de Santa Maria, em Brasília. A ocorrência foi registrada depois que testemunhas relataram uma situação envolvendo o veículo do político e crianças que estavam na região. A defesa nega qualquer conduta irregular e afirma que ele foi vítima de uma tentativa de extorsão.

Segundo o registro policial, testemunhas afirmaram que Ricardo teria piscado os faróis do automóvel e feito gestos com as mãos em direção a crianças que estavam próximas ao estacionamento de uma arena esportiva. Um dos relatos aponta que uma criança teria comunicado a situação ao pai, o que provocou questionamentos sobre a conduta do ex-governador.

Ao prestar esclarecimentos, Ricardo apresentou uma versão diferente. Ele afirmou que havia levado o enteado para uma atividade esportiva e que permaneceu por alguns instantes dentro do carro procurando um papel. Segundo o político, as luzes do veículo acenderam quando ele acionou o alarme para trancar as portas.

Ricardo também negou ter feito gestos para chamar crianças. De acordo com seu depoimento, após estacionar o automóvel, ele seguiu para o ginásio, onde acompanharia a atividade esportiva do enteado.

A esposa do ex-governador, Amanda Rodrigues, relatou que a confusão começou nas arquibancadas, quando um homem se aproximou e passou a dirigir ofensas ao político. Segundo ela, o próprio Ricardo acionou a polícia e, posteriormente, compareceu à delegacia acompanhado do filho de 11 anos para esclarecer a situação.

Em nota, a defesa afirmou que Ricardo teria sido alvo de ameaças e de uma tentativa de extorsão. Os advogados sustentam que um jovem abordou o ex-governador de maneira agressiva, relacionando o acionamento das luzes do carro à presença de crianças nas proximidades. A alegação de extorsão também depende de apuração policial.

A defesa contestou ainda informações divulgadas nas redes sociais de que Ricardo Coutinho teria sido preso por suspeita de aliciamento de crianças. Segundo os advogados, o ex-governador não foi detido, prestou esclarecimentos e deixou a unidade policial após o atendimento. A nota informa que medidas judiciais poderão ser adotadas contra a divulgação de acusações consideradas falsas.

A ocorrência foi registrada inicialmente na 20ª Delegacia de Polícia e encaminhada à 33ª Delegacia, responsável pela continuidade das investigações. Foram determinados procedimentos para ouvir os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do episódio.

Até a última atualização, não havia conclusão policial sobre o caso nem comprovação de irregularidade por parte do ex-governador. As versões apresentadas pelas testemunhas e pela defesa serão analisadas durante a investigação.

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