O levantamento foi realizado entre 13 e 15 de outubro, com 3 mil eleitores em 644 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04258/2026.
A votação que definirá o próximo presidente da República acontece no dia 25 de outubro, daqui a nove dias.
Pesquisa mostra redução da diferença entre os candidatos
Em 8 de outubro, primeira pesquisa PoderData/Aya divulgada depois do primeiro turno, Flávio aparecia com 53% dos votos válidos, enquanto Lula tinha 47%.
Cinco dias depois, na pesquisa divulgada em 13 de outubro, a diferença caiu para dois pontos:
Flávio Bolsonaro: 51%
Lula: 49%
Os dois já estavam tecnicamente empatados considerando a margem de erro.
Agora, na rodada divulgada nesta sexta:
Lula: 50%
Flávio Bolsonaro: 50%
A diferença numérica registrada pelo instituto caiu, portanto, de seis pontos para dois e, agora, para zero dentro da série pós-primeiro turno.
O que são votos válidos?
Para calcular os votos válidos, o instituto exclui respostas como branco, nulo e indecisos, seguindo a mesma lógica utilizada pela Justiça Eleitoral para determinar o resultado das eleições.
É justamente sobre os votos válidos que se aplica a regra do segundo turno: vence quem tiver a maioria.
Flávio venceu o primeiro turno
A diferença foi de 1,87 ponto percentual. Nenhum dos dois ultrapassou metade dos votos válidos, o que levou a eleição para o segundo turno.
A nova pesquisa, portanto, não representa comparação direta com o resultado do primeiro turno, porque agora apenas dois candidatos permanecem na disputa.
Mulheres aparecem mais inclinadas a Lula
Entre as mulheres, Lula aparece com 55% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 39%.
Já Flávio apresenta desempenho superior em algumas regiões. Segundo o PoderData/Aya, o candidato do PL registra 57% no Sul e 54% no Centro-Oeste.
Como ocorre em qualquer estratificação de pesquisa, esses recortes possuem margens de erro maiores que a margem geral do levantamento e devem ser observados como indicativos.
Rejeição também está praticamente empatada
Segundo o levantamento, 46% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum.
No caso de Flávio Bolsonaro, a rejeição é de 45%.
A proximidade nesses indicadores ajuda a dimensionar uma disputa em que os dois candidatos possuem bases eleitorais consolidadas, mas também níveis elevados de resistência entre parte do eleitorado.
Eleitores ainda veem Flávio como mais provável vencedor
Nesse quesito:
51% apontaram Flávio Bolsonaro;
42% apontaram Lula;
7% não souberam responder.
Esse indicador não mede intenção de voto e, portanto, não representa previsão do instituto. Ele mostra apenas a expectativa dos entrevistados sobre quem acreditam que vencerá.
A percepção também mudou. Uma semana antes, Lula era apontado como provável vencedor por 37%, índice que agora chegou a 42%, enquanto a expectativa de vitória de Flávio diminuiu três pontos.
Pesquisa captou parcialmente aprovação do fim da 6x1
Na quarta-feira (14), durante o período de entrevistas, o Congresso concluiu a aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1, reduz progressivamente a jornada máxima para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso.
A medida passou a ser explorada pela campanha de Lula, que já defendia a proposta.
Flávio Bolsonaro, que havia feito críticas ao tema durante a campanha, anunciou mudança de posição e também votou favoravelmente ao texto no Senado.
Como parte das entrevistas aconteceu antes e outra parte depois da votação, não é possível atribuir a movimentação registrada na pesquisa especificamente à aprovação da PEC.
O mesmo vale para atos de rua, estratégias nas redes sociais e outros acontecimentos recentes: eles coincidem com a mudança na série, mas uma pesquisa isolada não permite estabelecer uma relação direta de causa e efeito.
Lula aumentou presença nas ruas e nas redes
A estratégia digital também passou a apostar mais em vídeos curtos, conteúdos em primeira pessoa, memes e linguagem adaptada às plataformas.
Flávio, por outro lado, concentrou os primeiros dias do segundo turno na construção de alianças políticas e posteriormente ampliou a presença em eventos públicos.
Esses movimentos ajudam a contextualizar a campanha, mas não permitem concluir isoladamente qual deles provocou as oscilações registradas nas pesquisas.
Outros institutos também acompanham disputa apertada
Outros institutos também estão publicando pesquisas sobre o segundo turno, com resultados que variam conforme metodologia, período de coleta e composição da amostra. Nesta sexta-feira, diferentes levantamentos continuavam mostrando uma disputa competitiva entre os dois candidatos.
Por isso, pesquisas eleitorais devem ser interpretadas como retratos do momento em que as entrevistas foram realizadas, e não como garantia do resultado das urnas.
Metodologia
Foram entrevistadas 3 mil pessoas entre 13 e 15 de outubro, distribuídas em 644 municípios das 27 unidades da Federação.
A amostra considera critérios como sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi financiado com recursos do próprio PoderData e registrado no TSE sob o protocolo BR-04258/2026.

