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Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados em 50% dos votos válidos, diz PoderData/Aya

Publicado em 16/10/2026 às 15:25 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados com 50% dos votos válidos cada um na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta sexta-feira (16).

O levantamento foi realizado entre 13 e 15 de outubro, com 3 mil eleitores em 644 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04258/2026.

A votação que definirá o próximo presidente da República acontece no dia 25 de outubro, daqui a nove dias.

Pesquisa mostra redução da diferença entre os candidatos


O novo levantamento registra uma mudança em relação às duas rodadas anteriores do mesmo instituto.

Em 8 de outubro, primeira pesquisa PoderData/Aya divulgada depois do primeiro turno, Flávio aparecia com 53% dos votos válidos, enquanto Lula tinha 47%.

Cinco dias depois, na pesquisa divulgada em 13 de outubro, a diferença caiu para dois pontos:

Flávio Bolsonaro: 51%

Lula: 49%


Os dois já estavam tecnicamente empatados considerando a margem de erro.

Agora, na rodada divulgada nesta sexta:

Lula: 50%

Flávio Bolsonaro: 50%


A diferença numérica registrada pelo instituto caiu, portanto, de seis pontos para dois e, agora, para zero dentro da série pós-primeiro turno.

O que são votos válidos?


O percentual de 50% a 50% não significa que metade de todos os entrevistados declarou voto em cada candidato.

Para calcular os votos válidos, o instituto exclui respostas como branco, nulo e indecisos, seguindo a mesma lógica utilizada pela Justiça Eleitoral para determinar o resultado das eleições.

É justamente sobre os votos válidos que se aplica a regra do segundo turno: vence quem tiver a maioria.

Flávio venceu o primeiro turno


Nas urnas em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%.

A diferença foi de 1,87 ponto percentual. Nenhum dos dois ultrapassou metade dos votos válidos, o que levou a eleição para o segundo turno.

A nova pesquisa, portanto, não representa comparação direta com o resultado do primeiro turno, porque agora apenas dois candidatos permanecem na disputa.

Mulheres aparecem mais inclinadas a Lula


Os recortes demográficos mostram diferenças relevantes entre grupos do eleitorado.

Entre as mulheres, Lula aparece com 55% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 39%.

Já Flávio apresenta desempenho superior em algumas regiões. Segundo o PoderData/Aya, o candidato do PL registra 57% no Sul e 54% no Centro-Oeste.

Como ocorre em qualquer estratificação de pesquisa, esses recortes possuem margens de erro maiores que a margem geral do levantamento e devem ser observados como indicativos.

Rejeição também está praticamente empatada


A pesquisa mediu ainda o potencial de voto e a rejeição dos candidatos.

Segundo o levantamento, 46% dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum.

No caso de Flávio Bolsonaro, a rejeição é de 45%.

A proximidade nesses indicadores ajuda a dimensionar uma disputa em que os dois candidatos possuem bases eleitorais consolidadas, mas também níveis elevados de resistência entre parte do eleitorado.

Eleitores ainda veem Flávio como mais provável vencedor


O PoderData/Aya fez uma pergunta diferente aos entrevistados: independentemente de em quem pretendem votar, quem acreditam que vencerá a eleição?

Nesse quesito:

51% apontaram Flávio Bolsonaro;

42% apontaram Lula;

7% não souberam responder.


Esse indicador não mede intenção de voto e, portanto, não representa previsão do instituto. Ele mostra apenas a expectativa dos entrevistados sobre quem acreditam que vencerá.

A percepção também mudou. Uma semana antes, Lula era apontado como provável vencedor por 37%, índice que agora chegou a 42%, enquanto a expectativa de vitória de Flávio diminuiu três pontos.

Pesquisa captou parcialmente aprovação do fim da 6x1


A coleta ocorreu entre os dias 13 e 15 de outubro, portanto atravessou um momento de forte movimentação política.

Na quarta-feira (14), durante o período de entrevistas, o Congresso concluiu a aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1, reduz progressivamente a jornada máxima para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso.

A medida passou a ser explorada pela campanha de Lula, que já defendia a proposta.

Flávio Bolsonaro, que havia feito críticas ao tema durante a campanha, anunciou mudança de posição e também votou favoravelmente ao texto no Senado.

Como parte das entrevistas aconteceu antes e outra parte depois da votação, não é possível atribuir a movimentação registrada na pesquisa especificamente à aprovação da PEC.

O mesmo vale para atos de rua, estratégias nas redes sociais e outros acontecimentos recentes: eles coincidem com a mudança na série, mas uma pesquisa isolada não permite estabelecer uma relação direta de causa e efeito.

Lula aumentou presença nas ruas e nas redes


Depois do primeiro turno, a campanha de Lula ampliou a participação de influenciadores, parlamentares e grupos organizados nas redes sociais e realizou atos em diferentes cidades.

A estratégia digital também passou a apostar mais em vídeos curtos, conteúdos em primeira pessoa, memes e linguagem adaptada às plataformas.

Flávio, por outro lado, concentrou os primeiros dias do segundo turno na construção de alianças políticas e posteriormente ampliou a presença em eventos públicos.

Esses movimentos ajudam a contextualizar a campanha, mas não permitem concluir isoladamente qual deles provocou as oscilações registradas nas pesquisas.

Outros institutos também acompanham disputa apertada


O PoderData/Aya é apenas um dos levantamentos divulgados nesta reta final.

Outros institutos também estão publicando pesquisas sobre o segundo turno, com resultados que variam conforme metodologia, período de coleta e composição da amostra. Nesta sexta-feira, diferentes levantamentos continuavam mostrando uma disputa competitiva entre os dois candidatos.

Por isso, pesquisas eleitorais devem ser interpretadas como retratos do momento em que as entrevistas foram realizadas, e não como garantia do resultado das urnas.

Metodologia


A pesquisa PoderData/Aya foi realizada por telefone, por meio de sistema automatizado de perguntas.

Foram entrevistadas 3 mil pessoas entre 13 e 15 de outubro, distribuídas em 644 municípios das 27 unidades da Federação.

A amostra considera critérios como sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi financiado com recursos do próprio PoderData e registrado no TSE sob o protocolo BR-04258/2026.
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