Segundo o presidente brasileiro, os ataques representam “uma linha inaceitável” e criam um precedente extremamente perigoso para a comunidade internacional. Lula afirmou que o uso da força entre países leva a um cenário de “violência, caos e instabilidade”, no qual prevalece a lei do mais forte em detrimento do multilateralismo.
O chefe do Executivo destacou que a posição do Brasil é coerente com a postura histórica do país, que condena o uso da força em conflitos recentes em diferentes regiões do mundo. Para Lula, a ofensiva contra a Venezuela remete aos piores momentos de interferência externa na América Latina e no Caribe e ameaça o princípio da região como zona de paz.
Lula também defendeu uma resposta firme da Organização das Nações Unidas (ONU) ao episódio. “A comunidade internacional precisa responder de forma vigorosa”, escreveu. O presidente concluiu afirmando que o Brasil condena as ações e permanece à disposição para promover o diálogo e a cooperação como caminho para a solução do conflito.

