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Lula apresenta medidas para proibir bets e cassinos online nesta sexta-feira

Publicado em 25/09/2026 às 16:00 Por Redação
Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil
Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresenta nesta sexta-feira (25), em São Paulo, um pacote de medidas voltadas ao combate às apostas online. O anúncio está marcado para as 18h, no Edifício Matarazzo, na Avenida Paulista, e deve incluir uma proposta para proibir as chamadas bets, além dos cassinos virtuais.

A iniciativa vem sendo construída pelo governo nos últimos dias e ainda passa por ajustes jurídicos. A expectativa é que a principal medida seja encaminhada por meio de uma Medida Provisória (MP), que terá efeito imediato após a publicação, mas precisará ser analisada pelo Congresso Nacional para continuar válida.

Minuta prevê criminalização da exploração de apostas


A minuta que está sendo discutida pelo governo prevê a criminalização da exploração de apostas de quota fixa. Para isso, seriam necessárias alterações na Lei nº 13.756/2018 e na Lei das Contravenções Penais.

De acordo com o texto em elaboração, a exploração ou operação das plataformas poderá resultar em pena de quatro a seis anos de prisão. Quando a atividade envolver eventos virtuais de jogos online, como o chamado “jogo do tigrinho”, a minuta prevê aumento de um terço da pena.

O texto também prevê punições relacionadas a outras atividades ligadas ao funcionamento das plataformas, incluindo publicidade, divulgação e intermediação de pagamentos, segundo informações divulgadas sobre a proposta.

Como a minuta ainda pode ser modificada até a apresentação oficial, os detalhes e a abrangência das medidas poderão sofrer alterações.

Lula já havia criticado apostas online


O combate às apostas virtuais ganhou espaço nas declarações recentes de Lula. Na terça-feira (22), durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente criticou a expansão das apostas e afirmou que elas transformam o vício em uma fonte de lucro.

Nos últimos dias, o governo também discutiu os impactos econômicos da eventual proibição, especialmente sobre clubes de futebol que mantêm contratos de patrocínio com empresas do setor. As negociações incluíram medidas para reduzir os efeitos financeiros sobre as equipes.

Atualmente, o Brasil possui um mercado regulado de apostas de quota fixa, com empresas autorizadas e fiscalizadas pelo Ministério da Fazenda. A Secretaria de Prêmios e Apostas vem adotando medidas para combater operadores ilegais e bloquear transações relacionadas à exploração irregular.

Setor reage e defende manutenção do mercado regulado


A possibilidade de proibição provocou reação de entidades que representam o mercado de apostas. Nove organizações divulgaram um manifesto em defesa da manutenção do modelo regulado e afirmaram que uma eventual proibição poderia deslocar os apostadores para plataformas clandestinas.

As entidades argumentam que o setor passou a operar sob regras estabelecidas pelo governo e que empresas autorizadas realizaram investimentos para cumprir exigências de fiscalização e conformidade. A avaliação apresentada no manifesto é de que o encerramento do mercado legal poderia fortalecer operadores que atuam fora das regras.

O governo, por outro lado, vem justificando a proposta com base na preocupação com o endividamento das famílias, os efeitos da dependência em apostas e a expansão dos cassinos online.

O anúncio desta sexta-feira deve detalhar o formato definitivo das medidas, as regras de transição e os procedimentos previstos para a eventual retirada das plataformas do mercado brasileiro.

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