Brasil
Justiça Federal determina soltura de sócio da PixBet mediante fiança de R$ 5 milhões
Publicado em 21/10/2026 às 16:15 Por Lucas Rodrigues
Tadeu Dantas estava preso desde o dia 17 de setembro, quando foi localizado em Jacumã, no Litoral Sul da Paraíba, durante a segunda fase da Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra a ordem tributária e financeira.
Com a decisão, a prisão preventiva foi substituída por medidas que incluem a proibição de deixar o país sem autorização judicial, retenção do passaporte, comparecimento à Justiça a cada 15 dias, comunicação prévia de mudanças de endereço e proibição de contato com outros investigados.
Ao analisar o caso, os desembargadores consideraram que a manutenção da prisão preventiva não seria uma medida eficaz para impedir possíveis movimentações de criptoativos. O colegiado também destacou que já foram bloqueados R$ 6,57 milhões em bens vinculados ao empresário e R$ 3,32 milhões em nome da empresa.
Outro ponto considerado pelo tribunal foi a ausência de informações sobre tentativas de fuga, ameaças a testemunhas, descumprimento de determinações judiciais ou interferência nas investigações por parte do empresário.
Apesar da decisão favorável à soltura, o TRF5 ressaltou que uma nova prisão preventiva poderá ser decretada caso as condições impostas sejam descumpridas ou surjam novos elementos que justifiquem a medida. O descumprimento também poderá resultar na perda da fiança.
Até a última atualização das informações, não havia confirmação de que o valor estabelecido pela Justiça tivesse sido pago. Por isso, a decisão não significa, necessariamente, que o empresário já tenha deixado a prisão.
A segunda fase da Operação Arena foi realizada em 17 de setembro, com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, uma ordem de prisão preventiva e medidas de sequestro de bens. Além de Tadeu Dantas, Ernildo Júnior, proprietário da PixBet e primo do empresário, também esteve entre os alvos das investigações.
A operação teve início em agosto deste ano, quando a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba e a Receita Federal cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em cinco estados: Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. Na ocasião, a Justiça também autorizou a quebra de sigilos e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens.
Segundo a investigação, recursos provenientes de apostas esportivas teriam sido enviados a uma empresa de fachada registrada em Curaçao, no Caribe. Posteriormente, os valores retornariam ao Brasil por meio de pagamentos por serviços que, de acordo com a Polícia Federal, não teriam sido efetivamente prestados. O mecanismo investigado teria sido utilizado para dar aparência de legalidade à movimentação financeira.
Natural de Serra Branca, no Cariri paraibano, Tadeu Dantas também possui atuação empresarial ligada ao setor de vaquejadas. A PixBet, por sua vez, mantém negócios relacionados ao esporte e já patrocinou clubes como Flamengo e Corinthians. Na Paraíba, a empresa possui ligação com o Serra Branca Esporte Clube e com uma arena de vaquejadas localizada em Gurinhém.
Os clubes patrocinados pela empresa não são apontados como envolvidos nas irregularidades investigadas pela Polícia Federal.
A defesa da PixBet afirmou, durante a primeira fase da operação, que havia sido surpreendida pelas medidas judiciais e que ainda não tinha acesso à decisão que autorizou as buscas. Não foi divulgado um novo posicionamento da defesa de Tadeu Dantas sobre a decisão de soltura.
As investigações continuam, e a decisão do TRF5 não representa o encerramento do processo nem uma conclusão sobre a responsabilidade criminal dos investigados.
- Campanha de Lula aceita exigências de Flávio Bolsonaro para abrir sigilos, mas cobra inclusão de conta ligada a Willer Tomaz
Campanha de Lula aceita exigências de Flávio Bolsonaro para abrir sigilos, mas cobra inclusão de conta ligada a Willer Tomaz
Brasil
- Campanha de Lula aceita condições de Flávio Bolsonaro para abrir sigilos e amplia disputa por transparência na reta final da eleição
Campanha de Lula aceita condições de Flávio Bolsonaro para abrir sigilos e amplia disputa por transparência na reta final da eleição
Brasil
- Flávio Bolsonaro aceita abrir sigilos de 20 anos, mas impõe condições a Lula e cobra dados de ex-assessor
Flávio Bolsonaro aceita abrir sigilos de 20 anos, mas impõe condições a Lula e cobra dados de ex-assessor
Brasil
