Com o novo modelo, trabalhadores dentro dessa faixa deixam de pagar Imposto de Renda na fonte, o que representa uma renúncia fiscal de R$ 25,4 bilhões. Atualmente, a isenção alcançava apenas rendas de até dois salários mínimos (R$ 3.036).
Além da isenção total, a reforma introduz um desconto gradual para rendas intermediárias. Quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 mensais terá isenção parcial, com redução progressiva do imposto devido. Acima desse valor, nada muda, permanecendo a tabela progressiva atual, cuja alíquota máxima é de 27,5%.
Segundo o governo, o modelo evita o chamado “degrau tributário”, situação em que pequenos aumentos salariais geram saltos desproporcionais no imposto. Na prática, um trabalhador com salário de R$ 5.500 pode ter redução de cerca de 75% no imposto mensal, enquanto quem recebe R$ 6.500 pode economizar aproximadamente R$ 1.470 por ano. Para rendas em torno de R$ 7.000, a economia anual estimada é de R$ 600, considerando também o 13º salário.
Impacto imediato no salário
Imposto mínimo para alta renda
De acordo com o governo, cerca de 141 mil brasileiros passarão a pagar mais imposto. No cálculo do IRPFM entram salários, lucros e dividendos e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis. Já investimentos incentivados, como poupança, LCI, LCA, fundos imobiliários e Fiagro, além de heranças, doações e indenizações por doença grave, ficam fora da base de cálculo.
Tributação de dividendos
Especialistas apontam atenção para dividendos referentes a lucros apurados até 2025, que só permanecem isentos se a distribuição tiver sido aprovada até 31 de dezembro de 2025. Há expectativa de questionamentos judiciais, diante de possíveis discussões sobre efeito retroativo da regra.

