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Hugo Motta diz que PEC do fim da escala 6x1 terá transição de um ano após promulgação

Publicado em 25/05/2026 às 15:26 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (25) que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6x1 deverá estabelecer jornada semanal de 40 horas, sem redução salarial e com período de transição de um ano.

A declaração foi dada após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília.

Segundo Hugo Motta, o texto também prevê implementação gradual da redução da carga horária. A proposta deve estabelecer diminuição imediata de duas horas semanais após 60 dias da promulgação da PEC e redução de mais duas horas ao final de 12 meses.

Hugo Motta diz que pontos são “inegociáveis”


Durante entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara, o deputado afirmou que três pontos considerados centrais foram mantidos nas negociações entre Câmara e governo federal.

“Estamos garantindo que iremos reduzir de 44 horas para 40 horas semanais. Isso estará no texto do relator”, afirmou.

Motta também declarou que o fim da escala 6x1 será mantido no parecer final.

“Nós acabaremos com a escala 6x1 e garantiremos dois dias de folga para os trabalhadores”, disse.

Segundo ele, a proposta também assegura manutenção dos salários após a redução da jornada de trabalho.

Lula defendia redução imediata


O presidente Lula já havia se manifestado publicamente contra uma transição longa para implementação da medida.

Na última sexta-feira (22), o petista declarou que defendia redução imediata da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Apesar disso, o texto em discussão deverá prever período de adaptação de um ano.

Medidas para microempreendedores


Hugo Motta também informou que discutiu com Lula um projeto de lei complementar voltado à redução de impactos econômicos da medida sobre micro e pequenas empresas.

Segundo o parlamentar, a proposta prevê ampliação do número de funcionários que podem ser contratados por microempreendedores individuais (MEIs).

Atualmente, o modelo permite contratação de apenas um empregado formal.

PEC pode ser votada nesta semana


O relator da proposta, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar o parecer final ainda nesta segunda-feira (25) na comissão especial da Câmara.

A expectativa é que o texto seja votado na comissão nesta terça-feira (26) e siga para análise do plenário da Câmara ainda nesta semana.

Se aprovado pelos deputados, o texto seguirá para votação no Senado Federal.

Setor produtivo aponta impacto econômico


A proposta enfrenta resistência de representantes do setor produtivo e de economistas que avaliam possíveis impactos sobre custos trabalhistas, produtividade e geração de empregos.

Entidades empresariais argumentam que a redução da jornada pode aumentar despesas operacionais e afetar a competitividade das empresas.

Paralelamente à PEC, o governo federal também apresentou um projeto de lei relacionado ao tema, tratando da jornada e da escala de trabalho sem necessidade de alteração constitucional.

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