Embora o nome de Bolsonaro não seja citado oficialmente pela escola, a encenação foi associada ao ex-presidente por opositores e apoiadores, já que, durante seu governo, ele foi frequentemente chamado de “Bozo” por críticos. Na sinopse do desfile, a escola menciona que o país “resistiu a uma tentativa de golpe de Estado, que levou seus mentores para a prisão”, trecho que reforçou a leitura política do adereço.
A cena provocou repercussão nas redes sociais e no meio político. Um dos que se manifestaram publicamente foi o deputado federal Cabo Gilberto (PL-PB), líder da oposição na Câmara. O parlamentar compartilhou uma publicação sobre o carro alegórico e criticou o uso de recursos públicos na apresentação. Em comentário, classificou a situação como um “absurdo” e afirmou que o desfile estaria “desmoralizando o TSE no carnaval”, ao se referir à imagem do palhaço preso com tornozeleira eletrônica.
A escola, por sua vez, não citou nomes específicos e manteve o discurso de que o enredo faz referências simbólicas a momentos recentes da política brasileira. O episódio reacende o debate sobre a presença de temas políticos no carnaval e sobre os limites entre crítica, sátira e uso de recursos públicos em manifestações culturais.
