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Efraim Filho surge em movimento a favor dos condenados por atos antidemocráticos

Publicado em 25/01/2026 às 13:56 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
As manifestações realizadas neste domingo (25) em diversas capitais do país, em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, expõem mais do que a mobilização de apoiadores da direita. Elas também reacendem o debate sobre a trajetória política de lideranças que, embora se declarem independentes, têm alternado alianças conforme o cenário nacional. Um dos exemplos mais emblemáticos é o do senador paraibano Efraim Filho (União Brasil).

Em Brasília, Efraim apareceu ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) durante a chamada “Caminhada pela Liberdade e Justiça”, ato que pede prisão domiciliar para Bolsonaro e anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. O gesto contrasta com o discurso adotado pelo senador nos primeiros anos do governo Lula, quando se declarou neutro e chegou a apoiar pautas do Planalto, além de indicar aliados para cargos federais.

Enquanto a militância bolsonarista se reunia em João Pessoa, no Busto de Tamandaré, Efraim optou por estar na capital federal, reforçando simbolicamente seu alinhamento com o campo bolsonarista. Nas redes sociais, ele e outras lideranças da direita paraibana, como Cabo Gilberto, apareceram em registros da caminhada, fortalecendo o vínculo com o ex-presidente.

Neutralidade no discurso, apoio na prática


Após a posse de Lula, em 2023, Efraim foi eleito líder do União Brasil no Senado e passou a defender uma postura de independência, afirmando que apoiaria projetos de interesse público, sem integrar formalmente a base governista. Na prática, porém, o senador ocupou espaço no governo federal, indicando aliados para cargos estratégicos, como a direção dos Correios na Paraíba e a superintendência da Codevasf no estado.

As indicações geraram críticas dentro do próprio campo bolsonarista, que passou a questionar a coerência do senador, eleito em 2022 com forte apoio de eleitores alinhados a Bolsonaro. Ainda assim, Efraim manteve o discurso de equilíbrio até meados de 2025, quando o cenário político começou a mudar.

Retorno ao campo bolsonarista


O reposicionamento ficou evidente após Efraim receber apoio do PL e de Michelle Bolsonaro para uma eventual candidatura ao Governo da Paraíba em 2026. Pouco depois, o senador anunciou a devolução dos cargos federais que havia indicado no governo Lula e passou a adotar um discurso abertamente crítico ao presidente.

Desde então, Efraim tem se aproximado cada vez mais do bolsonarismo. Assinou pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal, passou a falar em perseguição política contra Bolsonaro e participou de eventos ao lado de lideranças como Rogério Marinho e Marcelo Queiroga. A presença na caminhada liderada por Nikolas Ferreira consolida esse movimento.

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