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Deputado do PL atribui a Cabo Gilberto decisão por pedido de vista que adiou votação da PEC do fim da escala 6x1

Publicado em 26/05/2026 às 00:28 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
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O deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS) atribuiu ao paraibano Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder do PL na Câmara dos Deputados, a decisão política que resultou no adiamento da votação da PEC do fim da escala 6x1 na comissão especial da Casa.

O pedido de vista foi apresentado por Marcon durante a reunião da comissão nesta segunda-feira (25), suspendendo temporariamente a análise do parecer do relator Léo Prates (Republicanos-BA).

Após a sessão, o parlamentar gaúcho afirmou que a iniciativa foi discutida previamente com Cabo Gilberto.

“Foi discutido com o líder do partido, Cabo Gilberto”, declarou Mauricio Marcon a jornalistas.

Pedido de vista adia votação da PEC

Com o pedido de vista, a votação da proposta foi adiada e deverá ser retomada na próxima quarta-feira (27), segundo informou o presidente da comissão especial, deputado Alencar Santana (PT-SP).

A PEC em discussão trata do fim da escala 6x1 e prevê redução gradual da jornada semanal de trabalho.

Hugo Motta defende jornada de 40 horas

Também nesta segunda-feira (25), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o texto deverá prever redução da jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial.

A declaração ocorreu após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília.

Segundo Hugo Motta, a proposta prevê uma transição de um ano para implementação das mudanças.

O texto em discussão estabelece redução inicial de duas horas semanais após 60 dias da promulgação da PEC e diminuição de mais duas horas ao final de 12 meses.

Proposta prevê fim da escala 6x1

De acordo com Hugo Motta, o parecer mantém como pontos centrais o fim da escala 6x1, a redução da jornada de trabalho e a manutenção dos salários dos trabalhadores.

A proposta enfrenta resistência de parte da oposição e de representantes do setor produtivo, que apontam possíveis impactos econômicos e aumento de custos para empresas.

A expectativa da Câmara é concluir a votação na comissão especial ainda nesta semana antes do envio ao plenário da Casa.

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