Em suas redes sociais, o presidente da Câmara, o paraibano Hugo Motta (Republicanos), criticou duramente a conduta do deputado. Motta afirmou que Glauber “agrediu o funcionamento das instituições”, comparando o comportamento dele ao de “extremistas que tanto critica”. O presidente ressaltou que a democracia precisa ser protegida do grito e do gesto autoritário e determinou a apuração de possíveis excessos envolvendo a cobertura jornalística durante o episódio.
No texto publicado, Hugo Motta destacou que, ao ocupar a cadeira da Presidência, Glauber não desrespeitou apenas o presidente em exercício, mas “a própria Câmara dos Deputados e o Poder Legislativo”. O presidente classificou o ato como reincidente, citando protestos anteriores realizados pelo parlamentar, e defendeu que “o extremismo não tem lado”, afirmando que a democracia deve ser protegida diariamente da intimidação travestida de ato político”.
Entenda o caso
O deputado Glauber Braga ocupou a cadeira da Presidência em protesto ao processo de cassação que tramita contra ele. Ele também se manifestou contra a votação do projeto de dosimetria para condenados pelos atos de 8 de janeiro. A ação resultou na paralisação das atividades legislativas, na retirada de profissionais do plenário e na interrupção da transmissão da TV Câmara.
Segundo o parlamentar, a ocupação da cadeira era uma forma de manifestação contra a possibilidade de perda de mandato e contra a decisão de Hugo Motta de colocar em votação o projeto de lei da dosimetria para condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Glauber afirmou que só deixaria o local se fosse retirado pela polícia, o que aconteceu minutos depois.
Segundo o parlamentar, a ocupação da cadeira era uma forma de manifestação contra a possibilidade de perda de mandato e contra a decisão de Hugo Motta de colocar em votação o projeto de lei da dosimetria para condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Glauber afirmou que só deixaria o local se fosse retirado pela polícia, o que aconteceu minutos depois.

