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Brasil

Confusão na Câmara dos deputados tem polícia, transmissão cortada e evacuação de jornalistas

Publicado em 09/12/2025 às 22:35 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
Na noite desta terça-feira (9), o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força da cadeira da Presidência da Câmara dos Deputados após promover um protesto contra o processo de cassação movido contra ele. A ação foi conduzida por agentes da Polícia Legislativa, depois que o parlamentar se recusou a deixar o assento. O episódio provocou a interrupção dos trabalhos legislativos, a retirada de jornalistas e assessores do plenário e o corte da transmissão da TV Câmara logo após o início do protesto.

Em suas redes sociais, o presidente da Câmara, o paraibano Hugo Motta (Republicanos), criticou duramente a conduta do deputado. Motta afirmou que Glauber “agrediu o funcionamento das instituições”, comparando o comportamento dele ao de “extremistas que tanto critica”. O presidente ressaltou que a democracia precisa ser protegida do grito e do gesto autoritário e determinou a apuração de possíveis excessos envolvendo a cobertura jornalística durante o episódio.

No texto publicado, Hugo Motta destacou que, ao ocupar a cadeira da Presidência, Glauber não desrespeitou apenas o presidente em exercício, mas “a própria Câmara dos Deputados e o Poder Legislativo”. O presidente classificou o ato como reincidente, citando protestos anteriores realizados pelo parlamentar, e defendeu que “o extremismo não tem lado”, afirmando que a democracia deve ser protegida diariamente da intimidação travestida de ato político”.

Entenda o caso

O deputado Glauber Braga ocupou a cadeira da Presidência em protesto ao processo de cassação que tramita contra ele. Ele também se manifestou contra a votação do projeto de dosimetria para condenados pelos atos de 8 de janeiro. A ação resultou na paralisação das atividades legislativas, na retirada de profissionais do plenário e na interrupção da transmissão da TV Câmara.

Segundo o parlamentar, a ocupação da cadeira era uma forma de manifestação contra a possibilidade de perda de mandato e contra a decisão de Hugo Motta de colocar em votação o projeto de lei da dosimetria para condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Glauber afirmou que só deixaria o local se fosse retirado pela polícia, o que aconteceu minutos depois.

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