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Caso Richthofen: em documentário, Suzane afirma ter sido “perdoada por Deus”

Publicado em 07/04/2026 às 08:00 Por Redação
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Mais de duas décadas após o assassinato dos pais, Suzane von Richthofen voltou a falar publicamente sobre o caso em uma série documental produzida pela Netflix. Na produção, ainda sem data de estreia divulgada, ela relembra o crime, comenta a própria trajetória e relata mudanças na vida após deixar o sistema prisional.

Condenada pela morte de Manfred e Marísia von Richthofen, Suzane aborda no documentário o período após a saída da prisão, em 2023. No mesmo ano, ela iniciou um relacionamento com o médico Felipe Zecchini Muniz. O casal oficializou a união e passou a viver em Bragança Paulista, no interior de São Paulo. Após o casamento, ela adotou o nome Suzane Louise Magnani Muniz.

Declarações na produção


Durante a série, Suzane afirma ter encontrado uma nova perspectiva de vida após a maternidade. O primeiro filho do casal nasceu em 2024.

“Quando eu olho para o meu filho, eu tenho a certeza de que Deus me perdoou”, declarou.

Ela também disse que não se reconhece mais na pessoa que participou do crime.

“Aquela Suzane ficou no passado. A sensação que eu tenho é que ela morreu junto com os meus pais”, afirmou.

O caso


O crime ocorreu em 2002, quando os pais de Suzane foram assassinados na residência da família, em São Paulo. As investigações apontaram a participação de Daniel Cravinhos e de seu irmão, Christian Cravinhos, que executaram o homicídio.

Segundo a apuração, Suzane tinha conhecimento do crime e participou da tentativa de simular um assalto para despistar a polícia. O caso inicialmente foi tratado como latrocínio, mas foi reclassificado após inconsistências nos depoimentos.

Em 2006, Suzane e os irmãos Cravinhos foram julgados e condenados. Ela e Daniel receberam pena de 39 anos de prisão, enquanto Christian foi condenado a 38 anos. A motivação apontada pela Justiça incluiu conflitos familiares e interesse financeiro relacionado à herança.

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