O episódio ocorreu no último domingo (15), durante a última apresentação de Carla à frente do bloco infantil Pipoca/Algodão Doce, um projeto que ela comandou por mais de duas décadas na folia baiana. Segundo a artista, a intenção era tornar a despedida “inesquecível” e permitir um contato mais próximo com as crianças ao longo do percurso, citando também a diferença de estatura como um dos motivos.
Apesar disso, Carla afirmou que a justificativa não anula o impacto do registro. Na nota, ela disse que a “imagem que ficou é dura” e que, mesmo com uma intenção considerada positiva, a cena “reproduz simbologias” que atravessam a sociedade brasileira e podem remeter ao racismo estrutural e a relações históricas de desigualdade.
A artista também ressaltou que o Carnaval de Salvador é construído majoritariamente por pessoas negras e para pessoas negras, apontando a festa como expressão de cultura, resistência e potência. Ao final, Carla reiterou um compromisso público de combater práticas e símbolos que reforcem discriminações e afirmou: “Errei. Reconheço.”
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