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Brasil

Alimentos ficam mais baratos e inflação cai ao menor nível mensal em quase um ano

Publicado em 11/08/2026 às 12:15 Por Redação
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
A inflação oficial do país desacelerou para 0,07% em julho, puxada principalmente pela queda nos preços dos alimentos. O resultado divulgado nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) marca o quarto mês consecutivo de desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Com isso, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,44% e voltou ao intervalo de tolerância da meta, cujo teto é de 4,5%.

Em junho, o IPCA havia ficado em 0,16%. O resultado de julho também confirmou a projeção do mercado financeiro, que esperava alta de 0,07%.

Comida pesa menos no bolso

O principal alívio veio de alimentação e bebidas. Os preços do grupo caíram 0,67% em julho, exercendo o maior impacto para segurar a inflação no mês.

O vestuário também ficou mais barato, com recuo de 0,66%.

Na outra ponta, a habitação apresentou a maior alta, de 0,99%. Saúde e cuidados pessoais subiram 0,40%, enquanto despesas pessoais avançaram 0,22%.

Mesmo com o IPCA próximo de zero, metade dos 377 produtos e serviços acompanhados pelo IBGE ficou mais cara em julho.

Inflação volta ao intervalo da meta

A inflação acumulada em 12 meses havia chegado a 4,72% em maio e recuado para 4,64% em junho. Agora, aos 4,44%, voltou a ficar abaixo do teto de 4,5%.

A meta oficial é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Apesar da sequência de desaceleração, o mercado ainda projeta inflação de 5,02% no fim de 2026, segundo o boletim Focus.

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