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Advogado fala sobre relação de Roberta Luchsinger com Lulinha e eventual delação

Publicado em 19/10/2026 às 21:35 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que integra a coordenação da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e representa Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou nesta segunda-feira (19) que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) estaria disputando o cargo para obter proteção judicial. A declaração foi feita durante entrevista à CNN Brasil, na qual o advogado também rebateu acusações apresentadas pela empresária Roberta Luchsinger contra o filho do presidente.

“Flávio Bolsonaro não está atrás de um mandato presidencial, ele está atrás de um foro, ele está atrás de um salvo-conduto, de um HC. Ele quer se proteger”, declarou Marco Aurélio, em referência ao foro por prerrogativa de função e ao habeas corpus.

O advogado também afirmou acreditar que Flávio Bolsonaro poderia ser preso caso fosse derrotado nas eleições presidenciais. A declaração, entretanto, representa uma avaliação pessoal de Marco Aurélio e não corresponde a uma decisão judicial ou a uma consequência automática de eventual derrota eleitoral.

Durante a entrevista, Marco Aurélio criticou a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação à Polícia Federal. Segundo ele, mudanças no comando da instituição durante o governo anterior teriam sido realizadas para proteger integrantes da família Bolsonaro. Trata-se de uma acusação feita pelo advogado, e não de uma conclusão judicial apresentada na entrevista.

“Se o pai dele, como presidente da República, tivesse dado independência e autonomia para a Polícia Federal, o Flávio Bolsonaro estaria preso, não seria candidato à Presidência da República”, afirmou.

Marco Aurélio ainda fez críticas pessoais ao candidato do PL, dizendo que Flávio “consegue ser mais malandro do que o próprio pai”.

As declarações ocorreram após a entrevista concedida por Roberta Luchsinger à CNN Brasil, exibida no sábado (17). Investigada pela Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência, a empresária afirmou que pretende negociar um acordo de delação premiada e que não pouparia Lula nem Lulinha caso tivesse informações relevantes para apresentar às autoridades.

Roberta também declarou que o filho do presidente teria participado de reuniões com ministros do governo federal e sustentou que Lula tinha conhecimento desses encontros. O presidente negou envolvimento nas supostas tratativas e afirmou desconhecer as acusações apresentadas pela empresária.

Ao comentar o caso, Marco Aurélio rejeitou a existência de irregularidades envolvendo seu cliente e questionou a relevância de uma eventual colaboração premiada de Roberta.

“Eu acredito, sinceramente, porque inclusive atuo nos autos e conheço todos os elementos fáticos, que não houve crime nem da parte dela, nem tampouco e muito menos do Fábio Luís. Não há crime de ninguém em relação a esses fatos”, afirmou.

O advogado também alegou que Lulinha estaria sendo investigado em razão do parentesco com o presidente da República. Segundo ele, o inquérito já deveria ter sido arquivado e sua continuidade teria o objetivo de provocar desgaste eleitoral ao petista.

Apesar das afirmações da defesa, as investigações sobre suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís e Roberta Luchsinger não podem ser consideradas encerradas. A Procuradoria-Geral da República já apontou a ausência de comprovação de negócios concluídos com o governo federal em determinadas apurações, mas ressaltou que isso não afasta a possibilidade de outros crimes.

As declarações de Marco Aurélio ocorrem na última semana da campanha presidencial. Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno das eleições no domingo (25), em meio a acusações envolvendo integrantes de suas famílias.

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